Tombamento do Conjunto Ferroviário Urbano de Cordisburgo/MG

Tombamento do Conjunto Ferroviário Urbano de Cordisburgo/MG

O tombamento do Conjunto Ferroviário Urbano de Cordisburgo/MG faz parte das atividades desenvolvidas pelo município para registrar e proteger o seu patrimônio cultural. O dossiê compõe o processo legal para a proteção do bem, comprovando seu valor arquitetônico, histórico e cultural para os cordisburguenses. Como resultado desta pesquisa, obteve-se uma compilação de informações históricas, cartográficas, descritivas e iconográficas sobre o conjunto, visando subsidiar o seu processo de tombamento, bem como orientar a sua preservação.

O conjunto arquitetônico da Estação Ferroviária de Cordisburgo/MG constitui, até o presente, um documento ímpar da história do município. Tornou-se um raro vestígio das estradas de ferro brasileiras, legado às gerações futuras, representativo da vida e da forma de organização social citadina, que influenciou o desenvolvimento urbano, comercial, econômico e populacional do local, a partir do limiar do século XX.

Foram construídas, à época, além da própria estrada de ferro, seis estruturas arquitetônicas ou urbanísticas: a Estação Ferroviária propriamente dita; a residência do Mestre de Linha; o escritório do Mestre de Linha; a edificação onde residia o Engenheiro da Estação e, posteriormente, o Chefe da Estação; uma caixa d’água; e o pontilhão ou Ponte do Onça.

Trata-se do primeiro tombamento a nível municipal, efetivado no ano de 2010, sendo uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Cordisburgo/MG, com a participação da equipe técnica especializada do Memória Arquitetura e apoio do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e do Órgão de Educação e Cultura de Cordisburgo.