Inventário do Supremo Tribunal Federal, Brasília/DF

Inventário do Supremo Tribunal Federal, Brasília/DF

Executado pelo grupo Memória Arquitetura em 2012, o Inventário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL e seus anexos teve como objetivos principais: a geração de conhecimento mais aprofundado sobre a produção arquitetônica modernista na Capital Federal; a organização do conhecimento sobre a obra arquitetônica de Oscar Niemeyer; a produção de subsídios para ações de salvaguarda; a elaboração de material educativo para a divulgação, promoção e preservação do patrimônio cultural, assim como para ações de educação patrimonial e outras atuações futuras.

A partir da abordagem crítica e descritiva do conjunto e da sua ambiência, foi possível preencher as fichas do Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão (SICG – DEPAM/IPHAN) e elaborar um relatório conclusivo que incluiu indicações das necessidades urgentes de conservação, manutenção ou restauro; indicação de possibilidades de usos e agenciamentos adequados à capacidade e características das edificações; definição da área de ambiência/entorno e respectiva justificativa, com indicação de critérios e/ou diretrizes de preservação para o conjunto inventariado.

O Palácio do Supremo Tribunal Federal compõe, juntamente com o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, a ambiência da Praça dos Três Poderes, elemento estruturador do urbanismo de Brasília, que constitui o ponto extremo leste do grande eixo monumental, idealizado por Lúcio Costa. As três construções apresentam volumetria destacada no espaço, como objetos isolados, porém cuidadosamente articulados entre si. O padrão que determina a unidade entre os palácios tem sua origem nas colunas do Palácio da Alvorada, que na Praça dos Três Poderes foram divididas ao meio no sentido vertical e colocadas de forma perpendicular às lajes. Os edifícios do Planalto e do Supremo se diferem em relação à proporção e implantação no terreno, mas estabelecem uma relação visual e plástica entre si, especialmente presente através dos pilares desenhados por Niemeyer.

O STF possui rico acervo de obras de arte integradas, com destaque para as esculturas de Alfredo Ceschiatti e para o grande painel em mármore bege bahia, de Athos Bulcão, que decora uma das paredes do Plenário desde 1976. A estátua sedestre “A Justiça”, confeccionada em granito por Ceschiatti, representa a personificação da deusa da justiça, com os olhos vendados e uma espada nas mãos. Além da escultura de pedra, que ocupa a praça, o artista compôs outra peça, homônima, feita em bronze e instalada no hall de entrada, em 1977.